Minha História com a Doença Celíaca

Recebi o diagnóstico de doença celíaca há mais de dez anos, depois de um longo percurso de sintomas e incertezas. Antes da confirmação, enfrentei dermatites, fadiga intensa, distúrbios gastrointestinais e deficiências nutricionais sem explicação clara.
O ponto de virada veio em 2014, quando, após um evento de saúde grave, percebi que precisava transformar completamente meu estilo de vida. Foi nesse momento que decidi estudar Nutrição na Universidade de São Paulo e unir minha experiência de paciente à formação científica, criando uma forma própria de conduzir meus atendimentos.


Minha Abordagem no Atendimento

Nos atendimentos, aplico uma metodologia estruturada em 9 passos, que organiza de forma prática e acessível todo o processo de adaptação à vida sem glúten.


Os 9 passos da metodologia

  1. Tive o diagnóstico, e agora?
    Orientações iniciais para compreender o diagnóstico e os primeiros passos após a descoberta.

  2. O que é a Doença Celíaca e a Intolerância ao Glúten
    Explicação clara das diferenças e impactos na saúde.

  3. Culinária sem glúten
    Como organizar a cozinha e aprender os princípios da vida sem glúten.

  4. Nutrindo seu corpo
    Estratégias para uma dieta equilibrada e o papel dos suplementos nutricionais.

  5. Ir ao supermercado e o novo hábito de ler rótulos
    Como fazer compras de forma segura e eficiente.

  6. Como evitar a contaminação cruzada por glúten
    Práticas essenciais para manter a cozinha segura.

  7. Saúde mental e apoio psicológico
    Lidar com o lado emocional da jornada, buscando suporte e equilíbrio.

  8. Vida social e viagens
    Dicas para aproveitar eventos, restaurantes e viagens sem preocupações com o glúten.

  9. Quando a criança é celíaca
    Além de apoiar a adaptação alimentar, ofereço suporte para a comunicação com a escola, o convívio social e os cuidados com a saúde em situações de hospitalização ou atendimento médico.


A Importância do Acompanhamento Contínuo

A doença celíaca não tem cura: o único tratamento é a exclusão total do glúten. No entanto, eliminar o glúten é apenas o começo.
O intestino pode levar meses ou anos para se regenerar, e nesse período é comum haver sintomas persistentes ligados a deficiências nutricionais, recuperação intestinal lenta ou até condições associadas, como intolerância à lactose e síndrome do intestino irritável.


Por isso, defendo que toda pessoa com doença celíaca precisa de acompanhamento constante, especialmente nos primeiros anos após o diagnóstico, quando o processo de adaptação é mais desafiador e as chances de exposição involuntária ao glúten ainda são altas.


Um Caminho de Reconstrução

Viver sem glúten não significa apenas restringir alimentos, mas reconstruir a relação com a comida e com a vida. Nos atendimentos, trabalho para que cada paciente tenha autonomia, segurança e qualidade de vida.
Meu objetivo é que essa jornada não seja encarada como uma perda, mas como uma conquista: a conquista de saúde, liberdade alimentar e bem-estar.



Maysa Simões

Nutricionista

CRN-3 91088/p


palavras chave: doença celíaca, glúten, nutrição, alergia, intolerância